James Wan

11 OUTUBRO / OCTOBER
9.00-9.30 h / 9.00-9.30 am
LOCAL / PLACE: Fundação Fernando Leite Couto – FFLC

TEMA: A IDEIA DE UMA IDENTIDADE SEM FRONTEIRAS

THEME: THE IDEA OF A BORDERLESS IDENTITY

Ao mesmo tempo que os Estados, a nível global, intensificam o controle das suas fronteiras – uma tendência que se irá intensificar com a crescente proliferação dos regimes autoritários e a perspectiva iminente do colapso climático – a dimensão da diáspora de África e dos seus descendentes está a aumentar e, simultaneamente, a mudar.
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Esta é agora uma diáspora mais diversa e difusa do que nunca e as identidades dos seus elementos mais fluída e complexa. Alguns continuam a ser migrantes de África mas muitos mais são filhos ou netos de antigos migrantes. Alguns continuam a ser cidadãos dos seus paises de origem mas outros são cidadãos dos seus países de acolhimento. Alguns identificam-se com uma cultura, outros com duas ou três, outros com nenhuma.

Estes dados colocam questões interessantes ao conceito de “identidade africana”. O que acontece a este conceito quando ele é filtrado através de duas ou três gerações? O que lhe acontece quando viaja através de longas distâncias e se funde com outros conceitos seja através de casamentos, miscegenações ou por efeito de mera proximidade? Onde começa e acaba a “identidade africana”? A que se assemelha quando vista das suas periferias?

O exercício de pensar a utopia de “mundo sem fronteiras” (como o faz Achille Mbembe) implicará então também imginarmos “identidades sem fronteiras”. A existência de uma população em crescimento acelarado em todo o mundo pode fornecer-nos estudos de caso em torno de questões como a de se saber estas “identidades” são possíveis ou desejáveis e o que poderão significar para as solidariedades e conexões globais.

At the same time that states globally are tightening their borders – a trend that will only intensify with rising authoritarianism and climate breakdown – the size of the African diaspora and its descendants around the world is growing, embedding and changing.
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This group is more diverse and diffuse than ever, and the identities of its members more fluid and complex. Some personally migrated from Africa, but many more are the children or grandchildren of earlier movers. Some are citizens of their home countries, others of their host countries. Some identify with one culture, some two or three or more, and some with none at all.

This raises interesting questions around notions of African identity. What happens to it once filtered through two or three generations? What happens to it when it travels across vast distances and fuses with others whether through intermarriage, intermixing or mere proximity? Where does African identity start and end? What does it look like from its edges?

If we are to imagine a borderless utopia, we may also have to start imagining borderless identities. A growing population around the world provide test cases in questions of whether such identities are possible or desirable and what they might mean for global solidarities and connections.

SOBRE O ORADOR

 

James Wan estudou na universidade de Cambridge e na London School of Economics (LSE). Trabalha como jornalista sendo, actualmente, o Editor da revista African Arguments (Reino Unido).  Foi anteriormente editor da revista African Business e da Think Africa Press.

Tem colaborado com diversas organizações de media como a Al -Jazeera, a BBC, a IRIN a e o jornal britânico The Guardian.

Foi um dos autores incluídos na colectânea Africa’s Media Image in the 21st Century (Routledge) e colabora no China-Africa Reporting Project da  Wits University (África do Sul).

Em 2013, foi um dos finalistas da International Development Journalism Competition, competição organizada pelo jornal The Guardian.

ABOUT THE SPEAKER

 

James Wan is a journalist and award-winning editor focusing on Africa.

He studied at the University of Cambridge and LSE (London School of Economics). At present he is the Editor of the pan-african publication African Arguments (UK). He was previously Acting Editor of African Business magazine and Senior Editor of Think Africa Press.

He has written for Al -Jazeera, BBC, IRIN and the UK newspaper The Guardian.

He was also a contributor to the book Africa’s Media Image in the 21st Century (Routledge). He is a fellow of Wits University China-Africa Reporting Project.

In 2013, he was shortlisted for the Guardian’s International Development Journalism Competition and in 2015 he was considered one of 12 leading journalists in Aid and Development.

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MFF was launched in 2016 as an open platform engaged in promoting creativity and innovation. Its main objective is to help Mozambican creators and innovators across all fields of activity (arts, culture, design, architecture, technology, etc.) to develop and present their projects, engage in fruitful trans-disciplinary debates and develop collaborations in order to establish an ecosystem that will allow them to expand their creative skills and to participate, through the exploration of networking opportunities, in the “global conversation” that is taking place within the “creative industries” sector.

 

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