Nanjala Nyabola

11 OUTUBRO / OCTOBER
9.30-10.00 h / 9.30-10.00 am
LOCAL / PLACE: Fundação Fernando Leite Couto – FFLC

TEMA: A MEDIDA DAS NOSSAS VIDAS - DISCURSOS CONTEMPORÂNEOS SOBRE LINGUAGEM, IDENTIDADE E POLÍTICA EM ÁFRICA

THEME: THE MEASURE OF OUR LIVES – CONTEMPORARY DISCOURSES ON LANGUAGE, IDENTITY AND POLITICS IN AFRICA

A grande romancista e pensadora americana Toni Morrison disse no seu discurso de aceitação do Prémio Nobel de 1993: “nós morremos. Esse pode ser o significado da vida. Mas nós também somos linguagem. Essa pode ser a medida das nossas vidas ”.
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Reafirmava, deste modo, o papel central da linguagem em dar ordem e sentido às nossas vidas. As línguas constroem mundos e orientam as sociedades, criando legados e identidades que depois transmitimos às gerações futuras. Com base num projecto recente sobre linguagem e identidade realizado para a revista “African Arguments”,  esta apresentação aprofunda uma das premissas deste projecto. Nomeadamente, que essa “linguagem (… )não é apenas um encadeado de palavras – é a nossa orientação para o mundo: um veículo para as nossas histórias de migração, conexão e desconexão, lugar e tempo, saudade e desejo, para além de constituír o lugar do nosso ser”.

O que quer Morrison dizer com “a linguagem é a medida das nossas vidas”? Esta palestra foca-se nas possibilidades abertas pelos ensaios apresentados no projecto realizado para a “African Arguments”. O que revela o crioulo sobre as Maurícias e a sua história de escravidão e migração? Podem as línguas Pidgin na Nigéria e Amharic na Etiópia ajudar-nos a perceber melhor a política fracturada de ambos os países e da sua forma de entender a ideia de união? O que revela a língua Kiswahili na Tanzânia e na África do Sul sobre as perspectivas da unidade pan-africana? E finalmente, o que nos diz a língua Hassaniya sobre a esperança de independência do Sahara Ocidental? Através destas e outras perguntas usaremos a linguagem para interrogar o modo como a linguagem define quem somos e como vemos o nosso lugar no mundo e, portanto, a medida das nossas vidas.

The great American novelist and thinker Toni Morrison said in her 1993 Nobel Prize acceptance speech, “we die. That may be the meaning of life. But we do language. That may be the measure of our lives”, and reaffirmed the central role of language in giving order and direction to our lives.
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Languages build worlds and orient societies, creating legacies and identities that we then pass down to future generations. Drawing from a recent project on language and identity conducted with African Arguments, this talk will dig deeper into one of the propositions of that project. Namely, that “language… is not just a string of words – it is our orientation towards the world: a vessel for our histories of migration, connection and disconnect, place and time, longing and desire, as well as being”.

What does Morrison mean by saying language is the measure of our lives? The talk will look at possibilities inspired by the essays in the collection. What does Creole reveals about Mauritius and its history of enslavement and migration? Can the place of Pidgin in Nigeria and Amharic in Ethiopia give insight to both countries’ fractured politics and grasp for unity? What does the place of Kiswahili in Tanzania and South Africa reveal about the prospects for pan African unity? And finally, what does Hassaniya tell us about Western Sahara’s hopes for independence? These questions and more will therefore use language to interrogate how language defines who we are and where we see our place in the world, and therefore, the measure of our lives.

SOBRE A ORADORA

 

Nanjala Nyabola é uma escritora, inestigadora independente e analista política baseada em Nairobi, no Quénia.

O seu trabalho foca-se na análise política da África Oriental e, em especial, das situações de conflito e transições pós-conflito dando particular atenção à questão das migrações e dos refugiados. Os seus trabalhos têm sido publicados em diversos media como Financial Times, Foreign Policy, Foreign Affairs, Al Jazeera e World Politics Review.

É autora do livro “Digital Democracy, Analogue Politics: How the Internet Era is Transforming Kenya”, co-editora de “Where Women Are: Gender and the 2017 Kenyan Elections” e coordenadora do projecto “Living in Translation” editado pela revista “African Arguments”.

ABOUT THE SPEAKER

 

Nanjala Nyabola is a writer, independent researcher and political analyst currently based in Nairobi, Kenya.

Her work focuses on conflict and post conflict transitions, with a focus on refugees and migration, as well as East African politics generally. Her work has appeared in numerous publications including the Financial Times, Foreign Policy, Foreign Affairs, Al Jazeera, World Politics Review, as well as chapters in edited collections.

She is the author of “Digital Democracy, Analogue Politics: How the Internet Era is Transforming Kenya” and the co-editor of “Where Women Are: Gender and the 2017 Kenyan Elections”. She guest edited the “Living in Translation” project for the “African Arguments” magazine.

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