Memórias de uma língua de cão

Memories of an ostracized language
11 OUTUBRO / OCTOBER → 16 NOVEMBRO / NOVEMBER
LOCAL / PLACE: Centro Cultural Brasil Moçambique
ARTISTAS / ARTISTS: Marilú Mapengo Námoda
CURADORIA / CURATED: Élia Gemuce
SOBRE A EXPOSIÇÃO

 

Memórias de uma língua de cão é uma instalação imersiva que surge a partir das minhas memórias de infância. Memórias que marcam a relação que estabeleço com a minha língua materna – O Chwabo. Um passado presente de aprendizados proibidos, interrompidos e que permanecem fragmentados. Memórias que servem para nos lembrar das concepções civilizatórias racistas que foram criadas e impostas sobre nós e que inconscientemente reproduzimo-lás, todos os dias. O elemento central desta proposta artistíca é um alfabeto re-criado com base em referências visuais e de significado do sistema ancestral de escrita simbólica Bantu. A instalação pretende questionar identidades étnicas na pós-colonialidade e construir um espaço utópico (pastopias) de resignificação deste legado histórico como uma experiência de cura para traumas identitários intergeracionais. O que significa ser um povo Bantu hoje?

ABOUT THE EXHIBITION

 

Memories of an ostracized language is an immersive installation that arises from my childhood memories. Memories imprinted on my relationship with my mother tongue – Chwabo -, an ever present past filled with forbidden, interrupted, and fragmented learnings. Memories that serve to remind us of the racist conceptions of civilization that were created and imposed on us and that we unconsciously reproduce everyday. The central element of this artistic proposal is a new alphabet, recreated based on visual references and meanings extracted from the Bantu ancestral writing system. The installation intends to question ethnic identities in the post-colonial era and build a utopian space (pastopias) of re-signifying this historic legacy as a healing experience for inter-generational traumas related to identity. What does it mean to be Bantu people today?

SOBRE A ARTISTA:

 

Marilú Mapengo Námoda nasceu em Quelimane, em 1991. É licenciada em Sociologia pela Universidade Eduardo Mondlane (Maputo).  Completou 45% do seu Mestrado em Direitos Humanos pela mesma Universidade, 2015; É Pós-graduada em Estudos de Género pelo programa UNU-GEST da Universidade da Islândia – Reykjavik, 2016.

Marilú Mapengo Námoda desempenha múltiplas funçōes no movimento feminista moçambicano onde é activista militante desde 2012. No seu percurso desenvolveu interesse pela educação política feminista que potencializou os seus processos de questionamento sobre o mundo patriarcal, capitalista e (neo) colonial em que vivemos. Em 2014, Námoda inicia as suas práticas artísticas construindo uma abordagem que mistura auto-terapia e pedagogia. Os seus principais materiais de trabalho são as suas experiências, reflexões e pesquisas sobre temas como: Corpo, género e  sexualidade; Colonialidades, memória e família.

ABOUT THE ARTIST:

 

Marilú Mapengo Námoda was born in Quelimane in 1991. She holds a bachelor of Sociology from Eduardo Mondlane University – Maputo, 2013; Has completed 45% of her Master’s degree in Human Rights by the same university, 2015; She is a Post-Graduate in Gender Studies through the UNU-GEST program from the University of Iceland – Reykjavik, 2016.

Marilú Mapengo Námoda holds many roles in the Mozambican feminist movement where she’s been a militant activist since 2012. Throughout her involvement, she developed an interest in feminist political education which catalyzed her questioning of the patriarchal, capitalist and (neo) colonialist world we live in. In 2014, Námoda begins her artistic practice building an approach that mixes self-therapy and pedagogy. Her primary tools are her experiences, reflections and research around themes such as body, gender and sexuality, colonialities, memory, and family.

 

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SOBRE O MAPUTO FAST FORWARD

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O Maputo Fast Forward é uma plataforma dedicada à Criatividade e à Inovação em Moçambique. O seu objectivo é ser um espaço de referência dedicado, à reflexão, ao debate, à apresentação de projectos e ideias, à análise de tendências, à troca de experiências e à constituição de redes entre todos aqueles que, das artes às ciências, da tecnologia ao design, da arquitectura aos media, da gastronomia à moda, das empresas às organizações sociais, reconhecem na criatividade e na inovação os motores da nova economia do conhecimento.

MFF was launched in 2016 as an open platform engaged in promoting creativity and innovation. Its main objective is to help Mozambican creators and innovators across all fields of activity (arts, culture, design, architecture, technology, etc.) to develop and present their projects, engage in fruitful trans-disciplinary debates and develop collaborations in order to establish an ecosystem that will allow them to expand their creative skills and to participate, through the exploration of networking opportunities, in the “global conversation” that is taking place within the “creative industries” sector.

 

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